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Mostrando postagens de novembro, 2020

SENHOR DO BONFIM

o mar está consumindo a areia, como um cão que caça o próprio rabo, como quando eu perseguia minha sorte, como a raça humana procurando paz. a guerra interna que travei para manter a infância que foi arrancada pelo filho imperfeito da eternidade, o tempo cruel, as horas cruéis. mas tudo passa, por uma benção também dessa força sem controle, como o mar que apesar de tentar, nunca consome de todo a areia da praia. a eternidade é gentil rainha das sombras, é duradoura e nos quer bem. o infinito a todos acolhe, a todos aceita e a todos espera, monarca dos espaços externos. mas são reis sem consciência de tarefa. não são entidades éticas. toda consciência nos foi dada. todo amor apenas a nós pertence. não espere ser amado pelo destino, filho bastardo do infinito.  a toda alma que buscou conhecimento, tempo foi dado para alcançá-lo. e a toda alma que quis sossego, espaço foi dado para buscá-lo. mas apenas aqueles que tentaram, pois as forças que regem a natureza são cegos e mudos, indife...