Amor Parte Três [Final]
Quando o café fica pronto, ele enche
a xícara.
Uma espessa fumaça se cria na queda
do escuro café que se mistura com o leite previamente colocado na xícara branca,
delicadamente desenhada com flores rosadas.
Aquele café parece mais forte e
mais doce que os anteriores, é quase imperceptível, mas seu paladar tem sido treinado há muito tempo.
O plano é não se importar com as gotas de chuva que anunciam um período úmido e frio ou com as densas nuvens cinzas e escuras. Ele abre as cortinas da sala e olha o Sol escondido nas nuvens, olha o verdor que seu jardim criou para ele.
O plano é não se importar com as gotas de chuva que anunciam um período úmido e frio ou com as densas nuvens cinzas e escuras. Ele abre as cortinas da sala e olha o Sol escondido nas nuvens, olha o verdor que seu jardim criou para ele.
Volta os olhos para a humilde
casa que nega a entropia típica de seus últimos dias, seu ambiente controlado
não permite o caótico barulho exterior.
Não há vozes pela casa, não há
calor humano, não há traições, não há obrigações, não há mentiras e regras que
prometem uma liberdade contida.
Não há crianças para quebrar os
móveis, derrubar os quadrinhos da prateleira ou todas as xícaras, um sem número
de cores que formam sua cozinha.
Ele criou um universo de
possibilidades, um universo de “coisas para fazer” e é quase impossível que
tudo se esgote antes que ele inevitavelmente morra.
Ele termina o café e seu dia começa. Não como ontem.
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