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Mostrando postagens de fevereiro, 2018

Amor Parte Dois

Na chuva do carnaval, Entre as luzes e os guarda-chuvas coloridos Eu mordi seus lábios macios   Eu rodopiava Em volta das pessoas Que seguiam numa marcha   Rostos molhados, gosto de álcool Eu implorei Você me beijou   Enquanto eu pulava Numa dança louca, improvisada Você marchava e dançava   E nós nos beijamos No meio do caminho E você foi embora   Luzes, guarda-chuvas, Um beijo molhado de chuva Você foi embora, eu não era importante  

Amor Parte Um

Ela envolve minha barriga com seus braços. Seus lábios cheiram à cigarro e sua pele, a àlcool e suor Ela fala e sorri. É o amor?

(poema que marca o início de meu manifesto, minha revolução interior)

eu comi demais e fiquei enjoado sentei em frente à privada, todo suado forçando a garganta para pôr tudo pra fora hambúrguer, fritas, sorvete de amora mas aí, quando quase consegui, minha cabeça se dividiu e cada parte, sozinha, explodiu vermelho como sangue flamejante voltei para cama como um zumbi cambaleante dormi, de ressaca, sem saber o que fazia ao acordar, minha vida era vazia isso é uma metáfora sobre política

Lúcia no Espaço com Esmeraldas

Eu minto em uma canção E me pergunto se as pessoas perceberam Mas acredito Que elas também estão mentindo Penso em todas as canções mentirosas E nas pessoas que fingem acreditar Me decepciono com o mundo mais uma vez Mas dessa vez É por ele se parecer tanto comigo